Na Mídia

HISTÓRIAs da VIAGEM

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Paixão à primeira Vista
(Da Revista In, São Paulo)

Revista IN

Lugares e sabores que apaixonam

(Da Tribuna da Imprensa, Rio de Janeiro)

Ao passear pela orla do Centro, onde a beleza nativa nomeia uma das praias, o turista confere as barracas que funcionam o ano inteiro e que fazem a sua diversão, em Coqueiral, Centro e Novo Prado. A culinária de Prado é outro atrativo turístico, repleto de iguarias de peixes regionais e frutos do mar. Típico do lugar é o saboroso bobó de fruta-pão, uma criação pradense.

Ao desembarcar na ilha da Alegria, do outro lado do rio Jucuruçu, o turista se depara com piscinas, quadras esportivas, bares e restaurantes e pode passar agradáveis horas de lazer no ambiente que é bastante descontraído. Lá também são promovidos imperdíveis shows durante a temporada.

Distante a 10 Km do centro, localiza-se o estonteante Balneário Praia de Guaratiba, um condomínio aberto aos turistas, situado na praia de mesmo nome. O lugar é bastante freqüentado por visitantes italianos, dispõe de uma ótima infra-estrutura, e destaca-se pela constante realização de eventos, a maioria esportivos.

O litoral norte, sentido Corumbau, limite do município com Porto Seguro, possui as belíssimas praias do Farol, Amendoeira, Paixão, Tororão, entre muitas outras. Algumas são desprovidas de barracas, mas isso não tem importância no momento de contemplar os cenários compostos de belezas naturais incríveis. E, para quem gosta de caminhadas, o trecho via Curumuxatiba é maravilhoso e pode ser feito acompanhado pelo guia capacitado para conduzir o passeio, Almiro Prado, o Pradinho.

Em Corumbau, longe de tudo em Pataxós, pode-se chegar de carro ou de barco e é um refúgio ideal para quem busca apreciar a natureza e procura a tranqüilidade. Como Curumuxatiba, Corumbau é abrangido pela RESEX - Reserva Extrativista Marinha de Corumbau.

 


Rota do descobrimento
(Do Correio Brasiliense, Brasilia)


Com uma mochila nas costas e um cajado na mão, os leitores Roberto e Verônica passaram oito dias na Bahia, percorrendo, a pé, um dos roteiros mais bonitos do Estado. A caminhada começa em Prado e termina em Porto Seguro, 130km depois

 Roberto Moreira e Verônica de Novaes (texto)
Especial para o Correio Brasiliense

Média de dias
De oito a 12

Localidades por onde passa a caminhada
Prado, Cumuruxatiba, Corumbau, Carnaíva, Curuípe, Trancoso, Arraial D’Ajuda e Porto Seguro

Na mochila
Duas escovas de dente, um tubo pequeno de pasta de dente, um pente de cabelo, quatro pares de meia, dois shorts, um calção de banho e um biquíni, duas roupas íntimas, um casaco (dispensável no verão), uma roupa para dormir, um vidro de repelente, um frasco de protetor solar, dois chinelos, duas camisetas regatas, dez caixas de barras energéticas, uma caixa de repositor energético, quatro garrafinhas de água.

Percurso

1º dia
A partida

Chegamos no ponto de partida (Prado) e nos hospedamos na Pousada Guaratiba, onde Contactamos o guia Pradinho. Pegamos todas as informações sobre os horários da maré baixa e  nos preparamos para a caminhada.


2º dia
Prado a Cumuruxatiba (30km)

Acordamos cedo e às 6h estávamos tomando um forte café para iniciarmos a caminhada, que começou na Praia do Novo Prado. Após caminharmos seis quilômetros, paramos no Camping Club do Brasil, um excelente lugar para acampar. Daí para frente, a caminhada fica mais bonita, pois começam a aparecer as famosas falésias do Prado.

Existem duas opções para a caminhada nesta primeira parte:
1ª — Caminhada até Cumuruxatiba, 30km
2ª — Caminhada até a Praia da Paixão (12km), hospedar-se na Pousada da Paixão e terminar no outro dia os outros 18km.

  Juntamente com o guia, optamos por ir até Cumuruxativa, mas também passamos pela Pousada da Paixão, localizada na Praia da Paixão, onde conhecemos o local, compramos água e descansamos um pouco. A partir dali passamos pela cachoeira do Torrão, que cai na areia da praia (linda!). Aproveitamos para tomar banho e relaxar um pouco. Descobrimos que o guia é muito bem informado sobre os caminhos e lugares bonitos, como o rio Japará-Grande. Além disso, ele nos orientou a usar uma vara de bambu que poderia servir de apoio (cajado). No começo, juro que resistimos um pouco, pois nos incomodava um pouco, mas depois que nos acostumamos vi a grande ajuda que aquela mísera varinha nos proporcionou e fomos até Porto Seguro com a ajuda dela.
  Fizemos algumas paradas para fotos, tomarmos banho, conversarmos, admirarmos as belíssimas falésias e o mar. Chegamos por volta das 17h na cidadezinha de Cumuruxatiba e nos hospedamos na Pousada da Luana, um lugar privilegiado, com vista sensacional, recepção cordial, quartos bons e limpos. Estávamos muito cansados e fomos jantar no Hermes, um restaurante local. O nosso guia não podia seguir mais conosco e retornou no outro dia pela manhã para Prado.

3º dia
Cumuruxatiba a Ponta do
Corumbau (30km)

Este povoado de gente simpática e cordial talvez seja uma das pérolas da Bahia, o lugar é lindíssimo por compor rio, mar exuberante que forma grandes piscinas, praias quase intocadas, Mata Atlântica, vários córregos e um visual deslumbrante. Vale a pena conhecer!

Existem duas possibilidades para fazer este percurso:
1ª — Caminhada: caminhar pela praia descobrindo o belíssimo lugar com praias desertas, falésias, córregos e Mata Atlântica. A caminhada até a Barra do Chaí tem em torno de 12km. Neste lugar a parada é obrigatória e, diria eu, irresistível. Para se atravessar o rio é necessária uma canoa, e utilizamos uma típica da região (R$ 1,00 por pessoa). Assim que atravessamos, começamos a desfrutar de um dos lugares mais bonitos da Bahia, tomar banhos e saborear um bom chope ou um coco gelado. Depois, é continuar a caminhada, mais 12km até Corumbau, e se hospedar nas excelentes pousadas do local, como a do Alemão (mais sofisticada) ou então na Vila Segovia (muito boa). Depois pode-se caminhar no mesmo dia até a Ponta do Corumbau (mais 6km). Sugiro que as pessoas fiquem em Corumbau para poder curtir um local menos habitado e continuar os outros 6km (até Ponta do Corumbau) juntamente com mais os 12km do dia seguinte até Caraíva.

2ª — Passeio de barco: passeio que pára em um local para mergulho em recifes e vem acompanhado de perto pelo Monte Pascoal (marco do descobrimento). Agora, fantástico mesmo é o desembarque na Ponta do Corumbau. O duro é saber para onde olhar, pois os visuais são fantásticos. Ao chegarmos à Ponta do Corumbau verificamos que existem pousadas mais simples que em Corumbau e conseguimos negociar uma casinha em frente à praia para passarmos a noite. Neste momento, conhecemos uma sul-africana que topou ‘‘rachar’’ a diária conosco.

4º dia
Ponta de Corumbau a Caraíva — 12km

É o dia mais difícil da caminhada, não pela distância que, do percurso, é uma das mais curtas, mas pelo terreno nada promissor, pois a caminhada é feita o tempo todo em terreno inclinado com uma areia um pouco fofa, mesmo na maré baixa. Ao iniciarmos a caminhada tivemos que passar pelo Rio Corumbau, que é uma preciosidade, pois vem de uma área de manguezal.

  Atravessamos o rio com a ajuda de um nativo de apenas 7 anos. Depois iniciamos a caminhada, observando os barcos de pesca saindo para tentar alguma coisa, visto que a reclamação é geral, os pescadores dizem que o peixe acabou devido à pesca predatória realizada há anos no local.

  No meio da caminhada você avista a Aldeia Pataxó, que vale a pena visitar e, de repente, levar alguns belíssimos colares ou artesanatos feitos pelos índios a preços muito bons. Descansamos, continuamos a caminhada e chegamos em Caraíva por volta das 12h. (Um calor de rachar).

  Caraíva — Um capítulo à parte da caminhada, lugar zen, lindíssimo, que não tem carros nem motos circulando, e até pouco tempo nem havia luz elétrica. Só encontramos carroças e pés descalços. Vilarejo composto de poucas ruas de areias, é um lugar peculiar, místico e mágico.

 

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